Paul Ehrlich
(1854 - 1915)
  Bacteriologista alemão nascido em Strehlen, Silésia, hoje Strzelin, Polônia, notável por seus estudos do sistema imunológico e seu método de tratamento da sífilis, por ter transformado a quimioterapia em um ramo eficaz da Medicina, por ter criado a teoria lateral da imunidade e a síntese de Salvarsan. Filho de uma influente família judia, recebeu uma variada formação em medicina, iniciando na Universidade de Breslau. hoje Wroclaw, indo para a Universidade de Estrasburgo, retornando para Breslau e terminando em Leipzig, onde efetuou diversas pesquisas sobre a presença de substâncias estranhas no organismo e sobre matérias corantes e sua aplicação no estudo de diferentes processos tóxicos, e se doutorou (1878). Tornou-se médico do renomado Charité Hospital em Berlim, onde avançou no campo da hematologia, desenvolvendo métodos de detectar e diferenciar doenças entre várias amostras de sangue. Foi o responsável por uma vasta obra científica e pelos primeiros importantes trabalhos sobre imunidade, estabelecendo os fundamentos da imunoquímica, ciência que tentava interpretar, em termos de bioquímica, a gênese e o mecanismo dos fenômenos imunológicos que se tornaram a base das teorias modernas da imunidade. Seus estudos sobre processos de coloração das células e dos tecidos e sua classificação dos corantes químicos em ácidos, básicos e neutros revolucionaram os métodos de laboratório e abriram novos horizontes para o tratamento das doenças infecciosas. Assistente e seguidor de Koch, fez a fundamental descoberta de que o azul de metileno, descoberto (1876) e que passou a ser fabricado comercialmente pela Hoechster (1885), apresentava extraordinária afinidade com células nervosas vivas e que somente algumas destas poderiam ser tingidas. Concentrando-se em pesquisas sobre os processos imunológicos e no estudo de algumas toxinas (1889), como a da difteria, chegou ao estabelecimento da teoria dos anticorpos desenvolvidos pelo organismo em reação contra as afecções microbianas. Desenvolveu um corante que ele denominou de vermelho tripânico (1907), que quando injetou em um comodongo o corante destruiu os micróbios chamados tripanosomas. Sendo estes micróbios similares ao causador da sífilis, o Treponema pallidum, a experiência possibilitou que com seus assistentes, após dois anos de tentativas, conseguisse produzir um composto orgânico derivado do anidrido arsenioso que conferia imunidade contra a sífilis, e que ele chamou de salvarson (1909), que se tornou o principal medicamento contra a sífilis, até o aparecimento da penicilina e dos novos antibióticos. Ganhou o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina (1908), juntamente com Elie Metchnikoff, russo do Institut Pasteur, Paris, França, por descobertas e avanços na imunologia. Também recebeu mais de 80 condecorações e títulos honorários no exterior, incluindo a grande Medal de Ouro de Ciência da Prússia (1903) e a Medalha Liebig (1911). Publicou seu primeiro livro científico, O salvarson, descrevendo o agente da sífilis (1912). A descoberta do valor terapêutico dos arsenobenzóis deu-lhe consagração internacional. Tornou-se diretor do Instituto para Estudos de Soros, próximo a Berlim, Alemanha (1896) e, em férias, morreu de ataque cardíaco, em Bad Homburg.

Figura copidada da MSU CHEMISTRY HOME:
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